Negligência ou fatalidade?
Passados sete dias do distúrbio elétrico ocorrido na Rua Paulo Bauer, Bairro São Luiz, moradores permanecem sem uma resposta conclusiva dos fatos. Segundo o morador Rodrigo Cunha, próximo às 18h30min do dia 18 de junho houve uma grande oscilação na rede elétrica causando a queima do transformador seguido de incêndio na rede elétrica da rua.
Aproximadamente uma hora após, a equipe plantonista da CELESC chegou ao local e fez o conserto com a troca de fusíveis de alta tensão. Na mesma noite, nova pane elétrica ocorreu com a queima de toda a iluminação pública da rua e, equipamentos eletroeletrônicos de pelo menos 15 moradores.
Os danos foram ainda maiores na residência do empresário Marcio Alexandre Werner que residia no número 157. "Perdi geladeira, televisão, micro-ondas, notebook e outros equipamentos, mas o pior foi o incêndio dentro de minha casa", disse. Werner, naquele dia, estava ausente de casa e só ficou sabendo no dia seguinte, quando confirmou o estrago e teve de sair de sua casa. "Estou morando na casa de meu pai em Balneário Camboriu, meus filhos ficaram três dias sem poder ir à escola", lamentou.
De acordo com o gerente da CELESC Pedro Paulo Tridapalli, a razão do ocorrido foi uma "sobrecarga" na rede elétrica. O que é contestada por moradores, que afirmam ter havido falha humana ao liberar a energia com o dobro da tensão, do que seria o limite admissível quando do atendimento do plantão, às 23 horas do mesmo dia 18. Apenas na madrugada do dia 19 de junho a energia elétrica foi restabelecida.
Para a direção local da empresa de energia, todos os moradores serão ressarcidos dos prejuízos em relação aos eletroeletrônicos queimados. Exceção feita aos danos ocasionados na residência do empresário Marcio Alexandre Werner. "De acordo com o que ele (Tridapalli) me relatou a CELESC não cobre esse prejuízo, tenho que entrar na justiça. Não há condições de voltar para minha casa, toda a fiação, disjuntores e equipamentos elétricos foram queimados", finalizou.


